83 – SAUDAÇÕES ESPIRITUAIS
Como o corpo físico, devido às suas vibrações lentas, não reflete o que a consciência manifesta em seu corpo mental, constituindo-se em uma verdadeira máscara densa, as pessoas não notam, embora pressintam, que a outra pessoa não está bem.
Ao deixar o corpo físico, por ocasião da projeção temporária, que ocorre no sono comum, ou por ocasião da projeção final, chamada morte, a consciência se manifesta através do corpo astral e está desvestida de sua “máscara de carne”, que disfarçava na vigília física os seus sentimentos e pensamentos. É nessa hora que se pode ver o nível real da pessoa, pois cada um leva para fora do corpo a sua egrégora real, plasmada indelevelmente em seu veículo astral, retrato vivo de seu “hálito espiritual”.
Logo, ninguém muda ao sair do corpo. Não é melhor e nem pior do que ninguém; está apenas fora do corpo. As qualidades e os vícios são os mesmos.
Baseado nisso, nas escolas espirituais do “Astral” costuma-se usar o binômio “PAZ E LUZ” como saudação fraterna.
“PAZ” significa equilíbrio emocional e “LUZ” significa equilíbrio energético.
A reunião de “PAZ E LUZ” como saudação espiritual é simplesmente a síntese, em apenas duas palavras, de um potencial mantrânico* que reflete o equilíbrio espiritual.
Portanto, essa saudação possui uma egrégora positiva que é evocada no momento do cumprimento e que manifesta em sua essência, o desejo de viver em “PAZ” e de brilhar na “LUZ”, como espírito equilibrado no Bem.
Paz e Luz!
– Ramatís –
(Recebido espiritualmente por Wagner D. Borges)
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* Mantras, como peças idiomáticas consagradas pelo uso superior, são letras e sílabas de articulação harmoniosa. Quando pronunciadas em um ritmo ou sonoridade peculiar e sob forte concentração mental, elas despertam no organismo físico do homem um energismo incomum, que lhe proporciona certo desprendimento ou euforia espiritual.
Texto <83><31/01/1999>
