486 – FALANDO DO AMOR
Nosso amor até pode ser bem intencionado, mas é ainda imperfeito, incompleto e mal direcionado.
E é assim que nós auxiliamos o necessitado, mas não deixamos de proclamar aos quatro ventos o tempo e o esforço despendidos…
Compreendemos as limitações alheias, mas não nos furtamos ao hábito quase irresistível de comentá-las maliciosamente…
Pedimos a bênção em favor daqueles que nos são mais queridos, mas nos esquecemos de abençoá-los nós mesmos com vibrações de carinho e afeto…
Incentivamos o bom ânimo daquele irmão que se encontra em desespero, mas não economizamos desânimo quando se trata de incentivar a nós mesmos…
Ensinamos as boas lições aprendidas aos que ainda se demoram na ignorância, mas deixamos de exemplificar nós mesmos até as lições mais simples e rotineiras…
Aliamo-nos à causa do bem incondicional, mas ficamos sempre à espera de recompensa justa e imediata…
Cremos com fervor num futuro melhor para todos, mas não nos sentimos dispostos a ser os primeiros a dar o passo inicial em direção ao amanhã promissor…
Perdoamos a quem nos ofende, mas dificilmente esquecemos a ofensa praticada…
Escrevemos amor com “a” minúsculo, quando, na verdade, o Amor é para ser escrito, falado, sentido e praticado com “A” maiúsculo…
Eis aí, pois, o nosso amor… Limitado e distorcido por nossas próprias imperfeições…
Mas seja como for, amemos… Amemos cada um à nossa própria maneira, porque Deus, que nos ama incondicionalmente e não se ressente jamais com os nossos erros, fará com que nós caminhemos uns ao encontro dos outros, e todos ao encontro d’Ele, amando por amar, perdoando por amor e trabalhando pelo Verdadeiro e Único Amor…
– Maísa Intelisano –
São Paulo, 01 de dezembro de 2003.
Maísa é participante do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB. É médium e coordenadora de grupos mediúnicos.
Para maiores detalhes sobre o seu trabalho, ver sua coluna na revista on line de nosso site – www.ippb.org.br
Texto <486><09/12/2003>
