681 – VIAJANDO ESPIRITUALMENTE NO BEIJO DE JESUS
– Por Wagner Borges –
Amigo, você veio em silêncio e me beijou.
Contudo, eu não percebi sua presença.
Na verdade, minha mente estava em outros cantos.
No entanto, o meu coração sentiu você.
Então, ele me deu um toque sutil, e disse:
“Ajeite-se, cara. Ele está aí, bem ao seu lado!”
E eu, ainda bobo, perguntei: “Quem?”
Daí, envergonhei-me também e me toquei.
Calei a mente e pedi desculpas sinceras..
Bondoso, ele me perdoou e disse:
“Ele está aqui. Ele, O Doce Rabi!”
Nesse momento, caíram as escamas do meu ego.
E eu vi você sorrindo ao meu lado.
E, novamente você me beijou, meu amigo.
Sem me mover, o universo entrou em mim.
Ou terá sido eu que entrei no universo?
Não sei, mas pouco importa, e só as estrelas sabem.
Só sei que voei sem sair do lugar, em espírito e verdade.
Deslizei nas ondas de um amor sem fim…
No meio da luz serena, você me disse:
“O Pai Celestial está em tudo!
É a mão do Ancião dos dias que segura o universo.
Só Ele é que conhece a verdade que mora no coração.
Aspire-O. Respire-O.
Tudo é UM! Tudo é Ele!”
Então, meu amigo, eu e a luz nos fundimos.
No silêncio, compreendi e agradeci…
Compreendi o coração, que, muitas vezes me disse:
“Não sou mais meu, nem seu, sou Dele!”
E agora, só quero beijar a humanidade e compartilhar essa luz.
E falar desse seu beijo… desse seu sorriso…
Ah, meu amigo, como você é simples e acessível.
Você não me doutrinou, só me beijou.
Bastou isso, e eu me fundi na luz.
Não li versículo algum, só vi o seu sorriso.
Bastou isso, e eu compreendi o que não pode ser explicado.
Não gritei o seu nome, só escutei o meu coração.
Aliás, como poderia gritar no silêncio da luz?
Não me ajoelhei, só curvei o meu ego, e as escamas caíram.
Bastou isso, e eu compreendi…
Querido amigo, muito obrigado, por tudo.
Rabi, valeu!
P.S.: Rabi*, se eu fosse um músico, comporia uma canção em sua homenagem.
Se eu fosse um artista, pintaria o seu sorriso num belo quadro.
Se eu fosse poeta, faria uma poesia sobre o seu beijo de luz.
Mas, sou apenas uma consciência pegando uma carona em suas ondas de amor.
Apenas um cara tentando compartilhar as coisas do espírito…
Você sabe: não sou cristão nem sigo doutrina alguma criada pelos homens.
E sabe, também, que esse coração não é mais meu, é seu.
Não tenho poesia nem canção; nem quadro algum para homenagear você.
Só posso lhe oferecer isso: um coração cheio de boa vontade e admiração sadia.
Por favor, aceite-o.
Paz e Luz.
São Paulo, 16 de março de 2006.
* Rabi: mestre.
Texto <681><24/03/2006>
