781 – SARASWATI E LAKSHMI
Um jovem entrou na floresta e disse ao seu Mestre Espiritual:
“Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me qual segredo para se poder gerar abundância?”
“Existem duas deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas entidades supremas. Mas, elas estão envoltas num segredo que precisa ser revelado, e eu lhe contarei qual é.”
Com um sorriso, prosseguiu:
“Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção a uma delas, a deusa do Conhecimento, cujo nome é Saraswati. Persiga-a, ame-a, dedique-se a ela. A outra deusa, chamada Lakshimi, é a da Riqueza. Quando você dá mais atenção a Saraswati, Lakshimi, extremamente enciumada, faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quanto mais você buscar a deusa do Conhecimento, mais a deusa da Riqueza desejará se entregar a você. Ela o seguirá para onde for e jamais o abandonará. E a riqueza e a abundância que você deseja serão suas para sempre.”
Nota de Wagner Borges: Na Cosmogonia Hinduísta, Saraswati é a esposa divina de Brahma, O Criador. É a Deusa do Conhecimento. Lakshmi é a esposa divina de Vishnu, O Preservador da vida. É a Deusa da abundância.
Embora não seja citada no texto, só para completar o time das consortes divinas, faço menção aqui a Parvati, a consorte de Shiva, O Transmutador das energias. Ela é a deusa das energias e da alegria, e mãe de Ganesha e Kartikeya.
Dentro da clássica Trimurti divina do Hinduísmo, o Pai-Mãe de todos é personificado em três aspectos fenomênicos. De acordo com a preferência do devoto, esses aspectos podem ser evocados na figura de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Daí a clássica divisão dos deuses e suas consortes na concepção hinduísta: Brahma/Saraswati, Vishnu/Lakshmi, e Shiva/Parvati.
Apesar dessa divisão fenomênica clássica, lembro ao leitor que por trás de toda manifestação está o mesmo UM, a mesma Consciência Cósmica, o mesmo TODO que está em tudo! Chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina dá na mesma no final, pois não há final mesmo, só O Eterno, O Absoluto, O Imanente, O Grande Invisível, O Mestre de Todos, O Incomensurável Amor Que Gera a Vida.
Papai do Céu, O Grande Arquiteto Do Universo, Mamãe Celeste, Alá, Deus, Jeová, Zambi, Tupã, Grande Espírito, A Deusa, A Grande Mãe… tudo isso são só nomes limitados e finitos que os homens inventaram ao longo do tempo para tentar definir o Incognoscível Poder-Amor-Luz Que Está em tudo e em todos.
Que cada um escolha o nome ou aspecto fenomênico que melhor lhe convier, desde que isso seja por inspiração e expressão de amor na jornada da vida.
Tudo é ELA/ELE, ou ELE/ELA, ou melhor dizendo, TUDO É UM!
Jesus, Krishna, Buda, Rama, Maria, Kuan-Yin, Mataji, Babaji, Lao-Tzé, Hermes Trismegistro, Ramakrishna, Shankara, Chaytania, Ananda, o anjo, o ET tal, ou o amparador sutil, todos são expressão do mesmo UM Imanente e Interpenetrante.
Deuses e Deusas, mestres e anjos, amparadores e ETs, encarnados e desencarnados, tudo UM!
E, só para não esquecer, caro leitor, ao final desses escritos, posso também dizer que eu e você somos UM! E tudo mais, além disso… UM!
P.S.: Só lembrando de mais um ensinamento de Jesus:
“Eu e o Pai somos UM!”
Texto <781><29/05/2007>
