958 – QUANDO A LUZ ME CHAMA…
Meu amigo, escrever não é fácil.
E escrever bem, é mais raro ainda.
E digo-lhe, com sinceridade:
Não sou eu que escrevo, não.
É o meu coração.
Eu sou médium dele.
E ele é médium do amor.
E o amor é médium do Todo.
Que está em tudo!
Só escrevo o que sinto.
O coração me ordena, e eu faço.
O Céu desce aqui, e eu aceito.
A Luz me chama, e eu vou…
O mundo espiritual não é uma quimera.
O Invisível é real, até demais.
Mas só se vê isso com o coração.
Não, não tenho técnica ou formato.
E nem o Amor.
Então, a mente nada entende disso.
É coisa só do coração.
E eu só o obedeço.
E agradeço.
Sim, o Céu desce aqui…
E eu não sei explicar os motivos.
Só sei obedecer.
A Luz me chama, e eu vou…
O coração me ordena, e eu faço.
É simples assim.
Meu amigo, não sei tocar nada.
Nem violão, nem harpa.
Mas o Amor toca o meu coração.
E ele me toca.
E eu o obedeço.
E agradeço.
É simples, assim.
A Luz me chama…
E eu atendo.
E tudo acontece…
Algo desce aqui, vindo lá do Céu.
E eu fico bem pequeno;
Igual criança diante do infinito…
Com estrelas nos olhos.
E o sol na cara!
O coração me ordena, e eu faço.
E eu, que não sou bobo, o obedeço.
É simples, assim.
E eu sei que outros corações compreenderão…
A Luz me chama, e eu sempre vou…
Com o sol na cara!
E Deus em meu coração*.
Gratidão.
Alegria.
Discernimento.
Paz e Luz.
– Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma, olhando a vida como o amor olha…
São Paulo, 28 de agosto de 2009.
* Enquanto eu passava essas linhas a limpo, rolava aqui no som as baladas maravilhosas do CD. “Archives ” – Importado – U.S.A. – do genial músico, compositor e arranjador americano Jimmy Webb. As músicas “P.S. Sloan”, “When Can Brown Begin”, “Piano”, “High Wayman”, “Where the Universe Are”, “The Moon’s a Harsh Mistress”, e “Land’s End Asleep on the Wind” são lindas e muito inspiradas.
Texto <958><04/09/2009>
