Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas

252 – CANÇÃO DO AMIGO INVISÍVEL

Olá, menina triste!
Em meio ao nevoeiro sensorial, percebi sua alma.
Em meio aos acordes de piano, senti sua nostalgia.
Você me permite entrar em seu coração levando uma canção?

É alta madrugada e nós estamos juntinhos, coração a coração, além das brumas noturnas e da solidão sensorial.

Não a conheço, mas percebo o som de sua alma ecoando na noite.

Sentada na rocha dos sonhos desfeitos, você sente o coração gelado.

Mas, minha querida, além do nevoeiro, há alguém que quer lhe falar.

Alguém que mora em outro lugar e gosta muito de você.

É ele quem lhe dedica essa canção, de coração a coração:

“Na solidão da noite, toquei em sua mão.

Você não me viu, mas eu estava ali, bem pertinho.

Enquanto você chorava, eu orava.

Uma estrela dourada formou-se sobre sua cabeça.

Era um presente dos céus para você.

No entanto, você pensava estar sozinha.

Olhando pela janela, você só via a treva da noite.

E pensava nos sonhos destruídos.

Minha cara, você deixou o sorriso fugir de seus lábios.

Os sonhos se foram, mas você continua além deles no sonho da vida.

Eu também tenho sonhos: quero vê-la sorrindo novamente!

Você olha a treva da noite, mas eu só vejo um sol em você.

Você pensa estar sozinha, mas uma estrela veio visitá-la.

O verdadeiro amor nunca vem ou vai, sempre está no coração.

Alguns amigos verdadeiros são invisíveis.

Nunca se sinta sozinha.

Pense na estrela dourada acima de sua cabeça.

Lembre-se de que seus sonhos passaram,

mas a vida continua sonhando com você.

O amor está em seu coração.

Sorria, minha doce menina.

Há uma estrela visitando-a silenciosamente.

Durma e viaje com ela, além das brumas da noite.”

– Wagner D. Borges –
São Paulo, 06 de dezembro de 2000 às 03:53h

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Texto <252><07/12/2000>