Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas

1507 – HÁ ALGO MAIS… UM AMOR, UMA LUZ. – CX

1507 ha algo mais um amor uma luz cx
 
 
HÁ ALGO MAIS… UM AMOR, UMA LUZ. – CX*

Querido Krishna!**
Eu vejo o Teu Jardim Celeste…
De onde vertem tantas cachoeiras.
De onde desce o Teu Amor sobre o mundo.
O som de Tua Flauta ressoa dentro dos meus chacras***.
Eu sinto Tua Luz descendo por dentro de minha coluna vertebral.
Então, a Maré do Teu Amor me leva…
Ah, Govinda!****
Dissolve o que é ruim dentro de mim…
Torna-me um dos teus Naranandas*****.
Para que eu trabalhe em Teu Nome.
Que, por onde eu for, Tua Luz me guie…
O meu coração não é mais meu, é Teu.
Sempre foi e sempre será!
Eu vejo as Tuas cachoeiras lavando as dores de muitos…
Sim, eu sei dessa vertente invisível.
Eu a vejo com meu coração.
Eu sei de outros que também a veem…
Sim, outros que também mourejam nas lides do Teu Darma******.
Por favor, permita-me falar disso numa canção.
Ah, Gopala!
Eu vejo as cachoeiras do Teu Jardim…
Elas vertem as águas do Amor.
E, assim, aqui no mundo, muitos corações são lavados.
Homens e espíritos são tocados invisivelmente.
Alguns lerão essa canção… e serão felizes.
E, em seus corações, eles compreenderão…
Que o invisível imanente está presente.
E que ninguém morre, jamais!
Sim, eu vejo as Tuas cachoeiras de compaixão.
E, contente, eu penso no Bem do mundo.
Ah, Krishna!
Que essa canção chegue aonde deve…
E só leve Luz.
(Há algo mais… Um Amor, uma Luz).

Om Sry Krishna!
Mukunda Murari*******.
 
P.S.:
Escrevi essas linhas após ver um sítio extrafísico lindo, cheio de cachoeiras e ambiente verdejante. Trata-se de um lugar espiritual de cura, situado em planos elevados, e que está ligado às vibrações de Krishna (uma espécie de ambiente florestal, plasmado no Astral, lembrando os bosques onde o Senhor de Olhos de Lótus brincava quando jovem). Aliás, ter visto tal beleza espiritual me deixou muito contente. E eu agradeço a Krishna por isso.

– Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.

– Notas:
* Esse texto fará parte do segundo volume do livro “Há Algo Mais… Um Amor, Uma Luz”.Obs.: o primeiro volume do livro está disponibilizado para download gratuito no site do IPPB.
** Krishna – o maior dos avatares (emissários divinos) entre os hindus. O mestre de Arjuna, conforme narrado no “Bhagavad-Gita” (“A Canção do Senhor”, parte essencial do épico “O Maha-Bharata”).
*** Chacras – do sânscrito – são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia – prana, chi – do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete, que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
**** Govinda (ou Gopala) – são epítetos de Krishna, considerado como o “Pastorzinho divino”, que tangencia os seres na direção da Bem-Aventurança (ananda), e da consciência cósmica (o samadhi, a expansão da consciência, muitas vezes associada ao despontar da aurora dissolvendo as trevas – o ego – e fazendo a atmosfera dançar na luz).
Obs.: Govinda e Gopala também são considerados como mantras de dissolução de climas psicofísicos densos. Trazem alegria e espantam as confusões e equívocos.
***** Narananda – do sânscrito, nara, o homem; ananda, estado de Bem-Aventurança espiritual – é um dos epítetos de Arjuna, discípulo de Krishna e considerado como o homem portador da Bem-Aventurança e da boa nova celeste entre os homens.
Dentro do contexto iniciático oriental, trata-se de alguém ligado às vibrações de Krishna e, portanto, também repassador das luzes do esclarecimento espiritual entre os homens. Ou seja, todos os trabalhadores espirituais ligados à bem-aventurança de Krishna são considerados como seus Naranandas (portadores das ideias e valores associados à imortalidade da consciência).
Resumindo: quem estuda e trabalha nas lides espirituais é um Narananda, pois sabe que o espírito é eterno e nada pode feri-lo, nem a água pode molhá-lo ou afogá-lo, nem fogo pode queimá-lo. Portanto, quem está firme no darma, é também um Narananda!
Obs.: Ver o texto “Há Algo Mais… Um Amor, Uma Luz – Parte LXXXVI”, postado no seguinte link do site do IPPB:
****** Darma – do sânscrito, dharma – dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o Bem comum.
******* Mukunda Murari – do sânscrito – epítetos de Krishna como Libertador e Destruidor do mal (também usados na composição de mantras e canções devocionais).

Texto <1507><01/07/2016>