321 – MIRAGEM:O VAZIO EXISTENCIAL DAS DROGAS
Havia uma atmosfera de ódio exalando desse espírito e senti que ele vampirizava energeticamente o rapaz, principalmente quando este estava sob o efeito das drogas e fora de sua condição natural.
Olhando aquela situação, ergui os pensamentos e emanei energias em sua intenção.
Pensei: “Cara, quem foi que roubou a canção de amor do seu coração? Que nuvem vermelha de raiva é essa que vejo pairando sobre os seus olhos? Quem seqüestrou o seu sorriso? Qual é o vazio existencial que lhe consome internamente? Cara, isso não é viagem, é miragem!”
Nisso, surgiu no quarto do hotel onde estava hospedado, em meio a uma atmosfera energética suave, um dos amparadores extrafísicos da equipe de Ramatís. Ele me disse mentalmente: “Quem não respeita mais nem a si mesmo, sofre da dor do vazio consciencial. Nesse mundo governado por Maya (ilusão)* o consumo de drogas é um de seus aliados mais poderosos. Quem caminha sob o seu domínio torna-se escravo dos grilhões de Samsara**. Esse é um caminho inflamado e em cada trecho há cobradores extrafísicos que se locupletam das energias dos incautos que por ali passam.
Urge que a humanidade vacine-se contra a doença do vazio consciencial. Há muitos como esse rapaz estagnados nesse problema. Poderiam curar-se com a vacina da espiritualidade aplicada em suas mentes oprimidas.
Ninguém vive sozinho! As formas-pensamento engendradas pela mente atraem outras mentes em sintonia com o seu padrão espiritual. Tudo é vibração! O semelhante atrai o semelhante!
A droga é um elemento externo que encontra o campo fértil no vazio espiritual íntimo do usuário.
O rapaz está sendo ajudado e nem desconfia disso. O seu explorador extrafísico também. Os dois são vítimas da mesma ilusão. São doentes conscienciais entranhados na mesma dor interna.
Mas, vamos ver o rumo disso mais tarde.
Quem sabe se o amor do Cristo já não está abraçando-o sutilmente nesse instante? Talvez eles dois ainda cantem juntos as harmonias da paz espiritual. Quem sabe se o sol do amor já não esteja diluindo as brumas de suas ilusões?”
A seguir, ele sumiu naquela atmosfera sutil e eu peguei o material para fazer a aula, pois já estava em cima da hora do curso.
Enquanto descia no elevador do hotel, ainda pensei: “Droga não é viagem, é miragem! E quem usa não é viajante, é escravo de Maya.”
– Wagner Borges –
Salvador, 25 de abril de 2001, às 19:25h
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* Maya (do sânscrito): “Ilusão”.
** Samsara (do sânscrito): “Roda reencarnatória compulsória”; “Ciclo reencarnatório obrigatório”; “Existências seriadas”.
Texto <321><10/02/2002>
