1726 – HÁ ALGO MAIS… UM AMOR, UMA LUZ*.

O RIO E O DESERTO
Para o Dr. Manuel Bautista.
– Por J. J. Benitez –
Um rio, depois de correr livre e despreocupado entre penhascos nevados, profundos cânions e férteis campinas, chegou ao deserto.
Suas águas, até então ágeis e transparentes, perderam a velocidade e se viram turvadas pela areia.
E aquele rio, em sua agonia, clamou aos céus:
– Que posso fazer para continuar meu caminho?
Uma velha palmeira, ao ouvi-lo, compadeceu-se e sussurrou da ponta de suas folhas:
– Evapora-te e salvarás tua essência.
E aquele velho rio, compreendendo, elevou-se sobre si mesmo, unindo-se às nuvens do céu.
(Texto extraído do excelente livro “A Outra Margem” – do jornalista, pesquisador e escritor espanhol J. J. Benitez – Editora Mercuryo.)
Texto <1726><30/03/2020>
