Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas

533 – CÉU E TERRA

Um discípulo, ainda perturbado pelas tristezas e mazelas do submundo humano, entrou em sintonia espiritual com seu mestre. Fixando a mente em sua imagem (captada por alguém, numa linda pintura), alçou um lindo vôo espiritual de profunda serenidade. Sentiu a presença imediata do mestre e essa foi a sua bênção.
Segue o diálogo entre suas consciências.

* * *

– Aqui estou com você – disse o mestre, com simplicidade.
– Estou bem aqui, na sua mente, nos seus ossos (1).
– Estou aqui no seu Himalaia (no coração) e no Himalaia de toda parte.

Sentindo o abraço espiritual e a mente pulsando mais rapidamente, ao mesmo tempo em que se apaziguava, o discípulo questionou:

– Como você consegue, em meio a tanta disputa de poder, vazio e magia praticados pelos humanos, manter essa profunda reverência à raça humana? Agora que você me levantou esse véu, como ver e ser imperturbável?

– Não julgue o que vê, nem as razões pelas quais as pessoas agem. Há muito mais ainda a ser compreendido por você..

Meu olho direito não enxerga o esquerdo. Somente o centro da visão pode captar e realizar a imagem, separando a forma da não-forma, e ilusão de realidade.

Pratique a respiração tranqüila e abra mais seu coração.

O sol da consciência aquece a todos igualmente. Trabalhe mais a união e viva mais o amor.

Om Tat Sat (2) – a verdade está contida no OM!

Paz e Luz,

– Monica Allan –
São Paulo, 20 de junho de 2004.

– Nota de Wagner Borges: Monica Allan é participante do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB. É a coordenadora da Oficina do Riso. Para maiores detalhes sobre o seu trabalho, ver a sua coluna na revista on line de nosso site: www.ippb.org.br

– Notas do texto:

1. Expressão que fala da essência que está em tudo, também enfatizando sua presença no plano físico.

2. Om Tat Sat (do sânscrito): Tríplice designação de Brahman; mantra de origem vedantina, de poderosa vibração nos chacras, usado dentro do frontal, do cardíaco e do sexual por diversos iogues.


Texto <533><02/07/2004>