ZÉ VAI COM OS OUTROS…
Ele tinha certeza
Da existência de Cristo.
Até o dia em que leu,
Em algum artigo,
Que Jesus, talvez…
Nem tenha existido.
MEU NOME É HOOLIGAN!
Há uma alegria que transborda pela vida quando fazemos parte de uma torcida.
A energia do grupo, o bradar coletivo, a massa em uma só cor, um só canto avançando em bando, rumo ao estádio, que sacode como se fosse um terremoto, perante o momento do jogo. E, nesse instante, abraçamos uns aos outros e gritamos: é gol!
Mas a melhor parte é quando saímos do estádio e dançamos, e bebemos em celebração. A união é tamanha que acredito não existir no mundo maior satisfação do que essa comemoração com os nossos amigos.
QUANDO A ESPIRITUALIDADE PREJUDICA…
Como qualquer experiência na vida, o despertar da espiritualidade pode ocorrer de forma natural, ou ser provocado por algum motivo que se fez necessário para que o mesmo ocorresse sem a busca do próprio indivíduo por isso. Em ambos os casos, deve-se tomar cuidado com o objetivo e com os rumos da nossa espiritualidade. Estudar é mister, e discernimento é obrigatório.
Muitos tomam esse caminho pela vaidade do saber ou em busca de algum tesouro paranormal que os tornará detentores do manto da sabedoria, ou do elmo do despertar das faculdades sobrenaturais, repassando para o mundo espiritual, assim, um dos piores vícios do mundo: essa caçada desenfreada de algumas pessoas em busca de tornar-se superior aos demais.
Vemos isso, facilmente, quando observamos alguns estudantes espiritualistas tentando aprender, em qualquer curso ou palestra, todas as técnicas possíveis de ativação de chacras*, com o único objetivo de despertar a kundalini**, ou abrir a clarividência, ou mesmo despertar outras faculdades, mediúnicas ou anímicas, que eles insistem em conseguir, mesmo não tendo o menor preparo para suportar as consequências das mesmas.
TEMPO DE DUVIDAR
Tenho medo de ter nascido por acidente.
Apavoro-me com essa possibilidade…
De a Terra existir, sem motivo aparente.
Diante da idéia de um Deus ausente, meu coração estremece,
Pois aprendi a viver dependente de um Criador presente.
Não me ensinaram o que fazer,
Se um dia eu descobrisse que Deus não existe.
ESPIRITUALIDADE, ARROGÂNCIA E LETRAS
Percorri um caminho difícil para chegar até aqui.
Não foi fácil ter acesso aos estudos espiritualistas. Apesar das muitas casas que conheci, poucas eram as que ofereciam, no pacote, informação, discernimento, bom humor e práticas de uso da teoria espiritual no cotidiano real.
Nunca estive preocupado com o céu, pois o que sempre busquei foi uma forma de aliar a espiritualidade com o meu dia-a-dia. Por essa razão, precisava estudar numa casa que me possibilitasse voar, mas que me trouxesse de volta ao chão, pois é com os dois pés na Terra que devemos estar sempre, com estudos ou não.
A INSTRUÇÃO
– Por Frank – Diante de tantas estrelas, meus olhos brilham com as Tuas belezas, Ó Mãe Natureza! Lágrimas escorrem pelas pedras do meu rosto e desembocam no lago do meu sorriso. Estou vivo e contemplo as maravilhas da manifestação…
COMPANHIA REAL OU AGREGADO EMOCIONAL?
Quando ficamos sozinhos, isso dói. Daí, compreendemos que ainda não temos maturidade para ficar em nossa própria companhia.
Se não gostamos de ficar com a gente mesmo, como podemos achar que gostamos de ficar com outro – e com a gente junto?
E se ficar com o outro for um vício, um receio, um medo de estarmos junto da gente mesmo?
CRIANÇAS DE OXALÁ
Sinto vontade – não necessidade – e vou orar.
Diante do meu altar, vejo a imagem de Jesus e minha consciência sobe escadas, voa alto em direção às estrelas. E, na velocidade da sintonia, ela chega ao Amor Inicial, esse Mar de Compaixão que o meu amigo e professor Wagner Borges chama de Primeiro Amor, um Amor que toca não só o meu intelecto, mas, também, cada célula do corpo que visto.
Sorrio! Estou, nesse momento, na frequência de Cristo, e medito…
AMANHECEU NEVANDO
Hoje amanheceu nevando e deu uma vontade de ficar em casa e não ir trabalhar; então liguei para o chefe e usei a primeira desculpa que me veio à mente: “Desconfio que estou com a gripe suína!”
O fato de morar numa área com vários casos confirmados de gripe ajudou a convencer o patrão, que disse que eu não me preocupasse com nada, pois o mais importante era que eu me recuperasse, sem saber que eu tinha noção que ele queria mesmo era distância do funcionário infectado.
Fiquei um pouco com remorso de usar a desculpa da gripe, mas aquele não era um dia comum; aquela neve que caía e aquele quintal branquinho convidavam ao ócio e à reflexão – e cada um usa a desculpa que pode. Como eu não podia matar a mãe ou o pai – afinal, todos sabiam que eu era órfão -, só me restou a desculpa do vírus.
