Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas

Mauricio Santini

Mauricio Santini

OBSESSÃO VIRTUAL – A MAIS NOVA MODALIDADE DE ASSÉDIO PSÍQUICO

– Por Mauricio Santini –

Hoje eu despertei com uma idéia em bloco vinda dos amigos invisíveis. A mais nova sensação do astral inferior é uma modalidade apelidada de Obsessão Virtual. Simples.
Antes, os principais instrumentos obsessivos eram os desejos desenfreados, isto é, sexo como combustível à sacanagem, o consumo exagerado do álcool e de drogas, o tabagismo, a avidez pelo poder e pelo dinheiro, entre uma vastidão de possibilidades.
Era, e ainda é, comum ver, digo aos mais clarividentes, alguns verdadeiros “encostos” e sanguessugas grudados em bêbados e mendigos. Normal era, e ainda é, notar as entidades vampirescas de energia sexual coladas às auras das ninfomaníacas e dos tarados. E uma alcatéia de lobos ao redor de políticos e empresários inescrupulosos.

Mauricio Santini

MARCAS DE EXPRESSÃO

– Por Maurício Santini –

Eu, tirar minhas marcas de expressão?
Qual o por quê de extraí-las, se foram elas que me deram expressão?
Limpar da minha vida as tristezas que fizeram traços na minha testa. Não. Prefiro aprender com a minha fronte.

Mauricio Santini

A VIAGEM DE RETORNO

– Por Maurício Santini –

Sim, eles decolaram para o infinito! Pousaram no coração do Universo e já recolheram suas malas na esteira do tempo. Quando da passagem à outra pista, as asas de Garuda*, num vôo paternal, se abriram, e a Grande Ave os acolheu em suas penas confortáveis.

O silêncio, a paz de quem alça a viagem de volta. A alma afrouxa os cintos e ganha o espaço. Está livre da nave corpo, turbina o espírito e voa.

Mauricio Santini

MUITAS MORADAS…

(Texto publicado no Boletim “Paz e Luz” – Informativo do IPPB – Ano I – 2005 – Número 05 – Página 14.) – por Maurício Santini – No prédio onde eu habito tem dois andares. Um de cima e outro…

Mauricio Santini

NO SOLO COLO DA TERRA!

– por Maurício Santini – A Terra se resfria e o mar se levanta, invade e alastra o vírus para toda a humanidade. Nascem os maremotos. Quem mandou pegar a friagem dos corações sem ardência? A Terra gripa e a…

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MUITAS MORADAS…

(Texto publicado no Boletim “Paz e Luz” – Informativo do IPPB – Ano I – Número 05 – Página 14.) – por Maurício Santini – No prédio onde eu habito tem dois andares. Um de cima e outro de baixo….

Mauricio Santini

PROFANO OFÍCIO

– Por Maurício Santini –

O Antigo Testamento conta que Abraão, patriarca dos árabes e judeus (leia-se: pai dos irmãos que se odeiam), deveria sacrificar seu filho Isaac para mostrar sua submissão a Deus. Este por sua vez, compassivo e benevolente, ordenou que um cordeiro fosse sacrificado no lugar do menino. O Criador assim pediu que jorrasse sangue animal como oferenda. Será tal procedimento uma ordem divina, um atributo de Deus?

Escorrer a morte de um cordeiro como oferta a qualquer divindade é no mínimo ininteligível, inconcebível, incongruente. Todos os anos, desde a história dos tempos sem tempo, fanáticos religiosos depositam seus presentes de carnificina a um deus sanguinário, sanguessuga, que se nutre dos plasmas de seres vivos. Desde quando oferecer a vida de um ser qualquer agrada aos olhos de Yaveh ou Alá? Quem incutiu, senão da própria cabeça, da de algum ser desumano, que o berro, o urro, o grito agonizante de um bicho fazem bem aos ouvidos do Criador? Quem pode jorrar alegria e bem-aventurança sob o patrocínio da morte de alguém que se criou?

Mauricio Santini

A REDE QUE EMBALA OS PESADELOS

– Por Maurício Santini – Quanto mais o mundo se informatiza e ganha novas tecnologias, quanto mais buscamos alternativas para nos comunicar, menos nos entendemos, muito menos provemos conteúdo e quase nada nos conhecemos de fato. O mundo segue interligado…

Mauricio Santini

NO COLO DE MINAS

– Por Maurício Santini –

Vem, minha doce amada, e joga teu relevo em mim.
Quero me deitar em teus pés de serra como uma flor que cai no jardim.
Prezo em sentir teu cheiro, preso em teus braços.
Livre, meu destino sempre busca teus abraços.

Mauricio Santini

ETERNO BLUES

– Por Maurício Santini –

Hoje, os filhos de New Orleans cantarão seus últimos blues.
Serão cânticos de repulsa ao vento, sons de notas tristes e enlamaçadas.
Hoje as águas do Mississipi choram suas lágrimas mais turvas.
E o lodo mancha o branco das canções tão negras.